| Reino: | Animalia |
| Filo: | Chordata |
| Classe: | Aves |
| Ordem: | Accipitriformes |
| Família: | Accipitridae |
| Vigors, 1824 | |
| Subfamília: | Accipitrininae |
| Vigors, 1824 | |
| Espécie: | H. superciliosa |
O tauató-passarinho é uma ave Accipitriformes da família Accipitridae. Conhecido também como gavião-caçador-pequeno, gavião-miudinho, tauató-í, tauató-mirim, gavião-mirim, gavião-passarinho, gavião-canário.
Seu nome científico significa: do (latim) accipiter = falcão, gavião; e do (latim) superciliosa, superciliosum, superciliosus = sobrancelha. ⇒ Gavião com sobrancelha.
Mede entre 24 e 27 centímetros de comprimento pesando o macho por volta de 75 gramas e a fêmea entre 115 e 134 gramas (Bierregard & Kirwan, 2013). A cabeça apresenta plumagem de coloração marrom escuro que se estende até a nuca. Seu dorso é acinzentado. Cauda apresenta barrado com largas faixas cinzas, partes superiores cinza-ardósia e as partes inferiores são brancas ou pardacentas e apresentam fino barrado cinza. O bico curvo é curto com cera amarela. Os olhos são amarelos ou alaranjados e circundados por uma pele nua amarelada. Os tarsos são amarelos e seus pés apresentam longos dedos com garras pretas especializados em capturar aves, principalmente pequenas aves como os beija-flores. A fêmea é similar ao macho em aparência.
Apresenta duas subespécies reconhecidas:
Aves Brasil CBRO - 2015 (Piacentini et al. 2015); (Clements checklist, 2014); ITIS - (Integrated Taxonomic Information System - 2015).
Alimenta-se de outras aves, inclusive beija-flores.
Coloca de um a três ovos. Na Venezuela já foi visto essa espécie utilizar um ninho abandonado de gavião-belo Busarellus nigricollis (Márquez et al., 2005).
Habita o estrato médio de florestas primárias e secundárias, mas é visto sobrevoando clareiras e plantações. Tem comportamento solitário, mas os casais podem permanecer juntos durante o ano todo (Sick, 1997). Aparentemente é raro ou incomum na maioria das áreas de sua distribuição, embora, sem dúvida, seja subamostrado por causa de seu pequeno tamanho e comportamento tímido, bem como erros de identificação durante visualizações muito rápidas em pesquisas de campo. Devido a esses fatores, é apelidado de “gavião-fantasma” (Menq, 2011).
Ocorre da América Central à Argentina. Vive em todo o Brasil, tendo sua ocorrência descoberta em 2010 para o Rio Grande do Sul.
Consulta bibliográfica sobre as subespécies: